Bruxelas acusa Hungria de campanha de “conspiração ridícula”

epa06592110 Chief Spokesperson of the European Commission, Margaritis Schinas, attends 'The future of Europe; answers and alternatives' conference at Universidad Catolica of Valencia (UCV) in Valencia, Spain, 09 March 2018. The spokesman of the European Commission said that after the economic and the migration crisis, Brexit, the rise of populism and jihadist terrorism, he believed Europe will overcome.  EPA/Kai Forsterling

Bruxelas, 19 fev (Lusa) -- A Comissão Europeia acusou hoje o governo húngaro de promover uma campanha de desinformação baseada numa "conspiração ridícula" sobre as migrações, considerando que a Hungria está a distorcer informações sobre a distribuição dos migrantes na União Europeia (UE).

"A Comissão do [presidente] Juncker comprometeu-se a acabar com a desinformação e com as notícias falsas e este caso não é exceção", disse hoje o porta-voz do executivo comunitário, Margaritis Schinas.

Em causa está uma campanha que o governo húngaro que está a promover, na qual reproduz uma fotografia do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmando que a população daquele país "tem o direito a saber o que Bruxelas está a preparar" em matéria de migrações.

"Eles [Comissão Europeia] querem introduzir uma quota de migrantes, enfraquecer a proteção das fronteiras dos Estados-membros e facilitar a imigração atribuindo vistos", está escrito na imagem que está a ser divulgada pelo executivo húngaro nas redes sociais.

Em reação a estas imagens, Margaritis Schinas vincou que "os húngaros merecem factos e não ficção".

"É chocante que uma teoria de conspiração tão ridícula tenha atingido o expoente máximo", lamentou o responsável, falando na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas.

Vincando que "não existem 'eles', mas sim uma UE, com a Hungria sentada à mesa", Margaritis Schinas referiu que a União "não prejudica a proteção das fronteiras nacionais".

Isto porque "não existem planos para 'vistos humanitários'" para migrantes, sendo que são os Estados-membros que "decidem até que ponto recebem migrantes legais", adiantou.

O governo húngaro começou a reproduzir esta imagem na segunda-feira à noite, no âmbito de uma "campanha de informação" sobre as migrações.

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