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Ucrânia: Kiev e Washington continuam negociações sobre minerais estratégicos ucranianos

Kiev, 21 fev 2025 (Lusa) -- A Ucrânia e os EUA continuam a negociar um acordo relativo à exploração de minerais estratégicos ucranianos, após Kiev ter rejeitado uma proposta inicial de Washington que irritou Donald Trump, disse hoje um alto funcionário ucraniano.


"Esta conversa continua", disse o funcionário à agência noticiosa France-Presse (AFP), falando sob condição de anonimato. 


"Há uma troca constante de projectos de documentos, enviámos outro ontem [quinta-feira] e estamos à espera de uma resposta" dos Estados Unidos, acrescentou a fonte.


No início deste mês, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que queria negociar um acordo com a Ucrânia para obter acesso a 50% dos seus minerais estratégicos em compensação pela ajuda militar e económica ucraniana já entregue a Kiev, uma proposta descrita por alguns meios de comunicação ocidentais como a "colonização" do país.


O anúncio foi seguido de uma aproximação entre a Rússia, que invadiu o vizinho ucraniano há três anos, e Washington, até então um aliado fundamental de Kiev nas suas relações com Moscovo. Donald Trump retomou a retórica do Kremlin, culpando a Ucrânia pela invasão russa.


Por seu lado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou a primeira proposta norte-americana sobre os minerais ucranianos, argumentando que não oferecia garantias de segurança ao seu país.


No entanto, abriu a porta aos "investimentos" norte-americanos em troca de tais garantias.


"Estou a defender a Ucrânia, não posso vender o nosso país. Não posso vender o nosso país, é só isso", afirmou aos jornalistas na quarta-feira.


Zelensky considerou que o acordo proposto, na atual versão, não "protege" a Ucrânia, enquanto Kiev pretende que qualquer acordo que ponha fim à guerra seja acompanhado de "garantias de segurança" para evitar qualquer nova invasão russa.


"Repito, estamos prontos para um documento sério. Precisamos de garantias de segurança", insistiu, argumentando que a parte norte-americana não está a ter uma "conversa séria".


A aproximação entre Moscovo e Washington suscitou o receio de uma rutura entre os Estados Unidos e a Ucrânia, que depende crucialmente da ajuda norte-americana para resistir à invasão russa.


Trump e Zelensky trocaram ataques pessoais sem precedentes após as conversações russo-norte-americanas de terça-feira na Arábia Saudita, as primeiras a nível de chefes de diplomacia em três anos de invasão.


Zelensky disse que Trump estava a ser influenciado pela "desinformação russa", ao que o Presidente norte-americano respondeu a acusar o homólogo ucraniano de era um "ditador sem eleições".


 


JSD // APN


Lusa/Fim