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Covid-19: Bolívia vai fazer ‘ciberpatrulhas’ nas redes sociais contra desinformação

epa08287342 Bolivian citizens wait outside a store to buy face masks and antibacterial gel, which are sold only per unit as advertised by a sign, due to the coronavirus outbreak in La Paz, Bolivia, 11 March 2020. The transitional government of Bolivia declared a 'national emergency' to facilitate the use of state resources in actions against the coronavirus (COVID-19), after confirming the first two cases in the country. A 60-year-old woman and a 64-year-old woman, one in the Andean region of Oruro and the other in the eastern region of Santa Cruz, are the first two cases of coronaviruses confirmed by the interim government.  EPA/Martin Alipaz

La Paz, 18 mar 2020 (Lusa) -- O Governo interino da Bolívia anunciou hoje a realização de 'ciberpatrulhas' pelas redes sociais, por parte das autoridades de segurança, para identificar utilizadores "de má-fé" que disseminam desinformação relacionada com a pandemia da doença Covid-19.

De acordo com o ministro interino de Governo da Bolívia, Arturo Murillo, citado pela agência espanhola Efe, há "pessoas de má-fé" que se querem aproveitar da pandemia da doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), desinformando os cidadãos bolivianos através das redes sociais.

"Ordenámos à Polícia Nacional, Forças Armadas e departamentos correspondentes do Ministério do Governo a realização de 'ciberpatrulhas', vamos revistar as redes sociais", declarou o governante, durante uma conferência de imprensa, em La Paz, capital da Bolívia.

Arturo Murillo advertiu que as pessoas responsáveis pela propagação de 'fake news' relacionadas com a Covid-19 serão submetidas a processos legais e penais.

O ministro interino do Governo boliviano também fez um apelo à classe política, principalmente ao partido Movimento para a Democracia (MAS), ao qual pertence o ex-chefe de Estado Evo Morales, para não retirarem aproveitamento político da pandemia.

"Peço, por favor, ao MAS que não faça política, estamos a lutar para que não haja perda de vidas humanas, com a vida não se deve brincar e não o vamos permitir", realçou Murillo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 84.000 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

No total, desde o início do surto, em dezembro passado, as autoridades da China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizaram 80.894 infeções diagnosticadas, incluindo 69.601 casos que já recuperaram, enquanto o total de mortos se fixou nos 3.237.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes para 35.713 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

AFE // AMG

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