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Jornalistas terão circulação restrita na posse do próximo Presidente do Brasil

Brasília, 31 dez (Lusa) - Os jornalistas brasileiros e estrangeiros, acreditados para a tomada de posse do Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, na terça-feira, 01 de janeiro, terão circulação restrita, de acordo com normas hoje divulgadas.


Isto significa que profissionais de imprensa autorizados a fazer a cobertura do evento não poderão circular na Esplanada dos Ministérios nem falar com o público que acompanhará o desfile de Bolsonaro, que sairá da Granja do Torto e passará pela Catedral de Brasília, Congresso Nacional, Palácio do Planalto e o Itamaraty.


Ao contrário do que acontecia no passado, nesta posse, a acreditação dos meios de comunicação social foi feita por setores, e jornalistas, fotógrafos e equipas de filmagem só vão poder ter acesso a um único local de cobertura.


Assim, profissionais autorizados a acompanhar o discurso solene de Bolsonaro no Congresso Nacional não poderão entrar no Palácio do Planalto, onde acontecerá a passagem da faixa presidencial, mesmo se possuírem credencial para trabalhar em ambos os lugares.


Nas posses dos presidentes anteriores, a circulação da imprensa era livre. Neste ano, porém, preocupações com a segurança de Bolsonaro, que sofreu um atentado e foi esfaqueado em julho passado, durante a campanha, fez com que os procedimentos fossem mais severos.


As restrições também se estendem às formas de acesso às diferentes etapas da posse, já que todos os profissionais da comunicação social terão de utilizar um transporte destacado pelos organizadores, que sairá da sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de manhã.


Os profissionais só poderão sair da área onde realizaram a cobertura utilizando estes veículos especiais, disponíveis apenas em horários fixos, ainda indeterminados.


Todos os profissionais de media serão revistados e, em algumas áreas, o uso de equipamentos de segurança, como máscaras e até mesmo câmaras, será restrito.


Num comunicado, a Secretaria de Comunicação da Presidência do Brasil informou que será permitido à imprensa levar comida, mas os jornalistas não poderão transportar água, já que as garrafas foram proibidas.


O comunicado, no entanto, assegura que haverá água potável disponível nas áreas de imprensa.


Diante das dificuldades impostas à cobertura mediática da posse do próximo Presidente brasileiro, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF) divulgou uma nota de crítica à organização da cerimónia.


O Sindicato alegou que a poucos "dias da posse presidencial, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal foi surpreendido por reclamações de colegas sobre a cobertura do evento. De acordo com informações da assessoria de imprensa da equipe de transição de governo, as restrições ao público também serão aplicadas aos profissionais de imprensa escalados para trabalhar".


O sindicado frisou que não é novidade que a cerimónia de posse ocorra, em diferentes momentos, em diferentes pontos da Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes, mas, "pela primeira vez, os jornalistas credenciados não poderão transitar entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, num ato claro que limita a livre atuação da imprensa".


Na conclusão do comunicado, o SJPDF fez um apelo ao bom senso e pediu que a equipa envolvida na organização valorize o momento da posse "como a consagração da democracia, em que o povo escolheu, por meio do voto, o governante que ficará no poder até 2022".


"E, como toda democracia, precisa garantir o direito ao livre exercício da imprensa e a segurança dos jornalistas e radialistas envolvidos na cobertura", concluiu o Sindicato.



CYR // MAG


Lusa/Fim