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EDMO: Desinformação sobre UE representa 40% das notícias nos últimos dez meses

epa11183222 A Logo of European Parliament before a debate on ‚Resumption of session and order of business' at the European Parliament in Strasbourg, France, 26 February 2024. The European Parliament's session runs from 26 until 29 February 2024.  EPA/RONALD WITTEK

Lisboa, 16 jul 2025 (Lusa) – A desinformação sobre a União Europeia (UE), nos últimos dez meses, representa 40% das notícias selecionadas sobre o tema durante este período, revela um relatório divulgado pelo Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO).

O relatório selecionou artigos de desinformação dos últimos dez meses, de setembro de 2024 ao final de junho de 2025, destes apenas os pertencentes à UE ou a um dos países europeus foram escolhidos, resultando em cerca de 80 casos de desinformação, o que representa 40% de todas as notícias selecionadas durante esse período.

“A propaganda produz regularmente informações falsas sobre os Estados-membros da UE, mas essas histórias falsas ganham força durante as tensões políticas nesses países”, lê-se no relatório.

Um terço de todos os relatos de desinformação sobre os países da UE está ligado à narrativa de que a comunidade está a enfrentar uma crise económica devido a políticas imprudentes dos seus líderes.

Além disso, após a decisão de UE de fornecer ajuda à Ucrânia, os autores de propaganda começaram a alegar que isso era prejudicial à sua população, tendo a narrativa ficado mais intensa para desacreditar a liderança dos países da UE, agora sem qualquer menção militar.

Há dois anos, uma em cada três alegações falsas era dedicada a países europeus, agora esse número é de 42%, sendo que o nível de menções à UE também aumentou de 18% para 30%.

Apesar disso, houve menos 30% de falsas notícias sobre as sanções impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos da América à Rússia e Bielorrússia.

A desinformação sobre a degradação moral e o abandono dos valores europeus tradicionais caíram para metade nos últimos dois anos, sendo que na análise feita em 2024 não havia menções à narrativa de que os europeus eram contra o apoio à Ucrânia na guerra.

 

Paulo Resendes