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Casa Branca lança ‘site’ para expor alegada desinformação dos ‘media’

epa07270499 A maintenance worker cleans as US President Donald J. Trump addresses the nation on his immigration policy for the southern border, at the Fox News headquarters in midtown Manhattan in New York, New York, USA, 08 January 2019. The US government is in the eighteenth day of a partial shutdown over funding for President Trump's proposed border wall.  EPA/PETER FOLEY

Washington, 03 dez 2025 (Lusa) - A Casa Branca lançou um novo 'site' com o objetivo de expor e desmentir alegadas informações falsas divulgadas pelos 'media' sobre a administração liderada pelo republicano Donald Trump.

A iniciativa segue o próprio estilo de Trump, que ataca frequentemente os jornalistas que lhe fazem perguntas incómodas e as desvaloriza como "fake news", noticiou a agência Efe.

Os primeiros órgãos de comunicação social apontados como "'media' infratores da semana" são a CBS News e os jornais The Boston Globe e The Independent, bem como os seus jornalistas Alyssa Vega, Andrew Feinberg, Eric Garcia e Nancy Cordes.

A designação refere-se à cobertura da polémica gerada depois de Trump ter acusado seis congressistas democratas de "comportamento sedicioso" após a divulgação de um vídeo no qual instavam a comunidade militar a não obedecer a "ordens ilegais".

De acordo com a Casa Branca, estes órgãos de comunicação social envolveram-se em "distorção e omissão de contexto" ao noticiar estes acontecimentos.

"O presidente Trump nunca deu uma ordem ilegal. Os meios de comunicação social de notícias falsas sabiam disso, mas mesmo assim espalharam a história", pode ler-se no 'site'.

O lançamento desta plataforma acontece pouco depois da polémica gerada pelo insulto de Trump a uma repórter, dizendo-lhe para "calar a boca, porquinha" ("Quiet, piggy", em inglês) quando esta o questionou sobre o caso Jeffrey Epstein.

Dias depois, Trump chamou a Mary Bruce, da ABC, "péssima repórter" durante uma conferência de imprensa na Sala Oval com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, na qual a jornalista perguntou sobre o assassinato do colunista Jamal Khashoggi.

A Casa Branca justificou este tipo de comentários do Presidente como uma demonstração da sua "transparência" e "honestidade".

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) tem alertado repetidamente que as ações de Trump, como as ameaças de revogação das licenças das estações de televisão críticas, constituem um ataque à liberdade de expressão.

 

Diogo Caldas