Combate às “fake news” impõe rigor no cruzamento de fontes – AIM

Maputo, 09 jul 2019  (Lusa) - O chefe de Redação da Agência de Informação de Moçambique (AIM), órgão estatal, Elias Samo Gudo, defendeu o cruzamento de "fontes reputadas" para destrinçar as notícias verdadeiras das falsas, assinalando que as "fake news" são "perniciosas para as sociedades.

"Há que cruzar informação com outras fontes mais reputadas, tem de existir sempre o cuidado de tentar cruzar informação com fontes fiáveis", disse Elias Samo Gudo, em declarações à Lusa.

O jornalista referiu-se ao caráter danoso de notícias falsas, quando falava a propósito da conferência Combate às Fake News - Uma Questão Democrática, que a Agência Lusa promove quarta-feira, em Maputo.

O aumento do caudal de conteúdos falsos impõe maior rigor na verificação das matérias, através da consulta de fontes alternativas, acrescentou.

"A figura do boato é milenar, mas agora ganhou uma maior incidência com as novas plataformas, em que uma pessoa sozinha, em 24 horas, pode distribuir para cerca de 100 mil pessoas, que é até um número conservador", disse Elias Samo Gudo.

No caso moçambicano, prosseguiu, proliferaram notícias falsas sobre candidatos às eleições autárquicas do ano passado, mas não é possível mensurar o efeito dessa situação.

O chefe de Redação da AIM, a única agência noticiosa moçambicana, frisou que a vigilância em relação a notícias falsas deve ser redobrada no país, uma vez que haverá em outubro as sextas eleições gerais multipartidárias.

Profissionais de comunicação social, académicos e ativistas sociais debatem quarta-feira em Maputo o fenómeno das "fake news", numa iniciativa organizada pela Lusa, em parceria com o semanário moçambicano Savana.

A anteceder a conferência, a agência noticiosa portuguesa promoveu hoje em Maputo um encontro de apresentação dos seus produtos e serviços, juntando gestores de media e homens de negócios.

Lusa/Fim

Paulo Machicane