Covid-19: Bolívia vai fazer ‘ciberpatrulhas’ nas redes sociais contra desinformação
La Paz, 18 mar 2020 (Lusa) -- O Governo interino da Bolívia anunciou hoje a realização de 'ciberpatrulhas' pelas redes sociais, por parte das autoridades de segurança, para identificar utilizadores "de má-fé" que disseminam desinformação relacionada com a pandemia da doença Covid-19.
De acordo com o ministro interino de Governo da Bolívia, Arturo Murillo, citado pela agência espanhola Efe, há "pessoas de má-fé" que se querem aproveitar da pandemia da doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), desinformando os cidadãos bolivianos através das redes sociais.
"Ordenámos à Polícia Nacional, Forças Armadas e departamentos correspondentes do Ministério do Governo a realização de 'ciberpatrulhas', vamos revistar as redes sociais", declarou o governante, durante uma conferência de imprensa, em La Paz, capital da Bolívia.
Arturo Murillo advertiu que as pessoas responsáveis pela propagação de 'fake news' relacionadas com a Covid-19 serão submetidas a processos legais e penais.
O ministro interino do Governo boliviano também fez um apelo à classe política, principalmente ao partido Movimento para a Democracia (MAS), ao qual pertence o ex-chefe de Estado Evo Morales, para não retirarem aproveitamento político da pandemia.
"Peço, por favor, ao MAS que não faça política, estamos a lutar para que não haja perda de vidas humanas, com a vida não se deve brincar e não o vamos permitir", realçou Murillo.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.
Das pessoas infetadas, mais de 84.000 recuperaram da doença.
O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
No total, desde o início do surto, em dezembro passado, as autoridades da China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizaram 80.894 infeções diagnosticadas, incluindo 69.601 casos que já recuperaram, enquanto o total de mortos se fixou nos 3.237.
Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes para 35.713 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).
Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
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