Denunciadas numerosas notícias falsificadas em torno do desastre mineiro no Brasil

São Paulo, Brasil, 28 jan 2019  (Lusa) - A rutura da barragem em Brumadinho, ocorrida no Brasil na sexta-feira, está a servir de pretexto para a difusão de numerosas informações e imagens falsas, essencialmente através das redes sociais.

Enquanto os bombeiros prosseguem as buscas de desaparecidos, estão a ser distribuídos pedidos de doações falsas através de grupos de WhatsApp, os quais começaram a ser investigados pelas autoridades, confirmou hoje a Polícia Militar.

A polícia denuncia que algumas pessoas se aproveitaram do desastre, que provocou pelo menos 60 mortos e 292 desaparecidos, para obter benefícios próprios, num momento em que a localidade de Brumadinho, no estado de Minas Gerais (sudeste), foi atingida pela tragédia.

"Os serviços de informações da polícia militar cruzaram [dados] com a polícia civil e detetaram muitas pessoas aproveitando-se" da situação, explicou aos jornalistas o porta-voz da polícia militar de Minas Gerais, Flávio Santiago, ao frisar que a Defesa civil não necessita de doações.

Desta forma, alertaram que não se deve efetuar qualquer depósito em contas de pessoas desconhecidas.

Para além das falsas doações, as 'fake news' vão desde a convocatória de pilotos de drones para participar no resgate até informações que apontam um cubano e um venezuelano como autores do desastre mineiro, e que foram divulgadas por milhares de pessoas através das redes sociais apesar da sua falsidade.

As 'fake news' estiveram em destaque durante a campanha eleitoral das presidenciais de 2018 no Brasil, e propagaram-se em particular através do WhatsApp, uma empresa que adotou medidas como a limitação do reenvio de mensagens para combater estas informações deturpadas.

 

Pedro Caldeira Rodrigues