Entidades reguladoras “não podem deixar de merecer a nossa atenção”

Vitor Ramalho, à chegada à sede do Partido para participar na reunião conjunta do Conselho Coordenador do LIPP - Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal, dos Coordenadores dos Grupos de Trabalho do LIPP e dos signatários da Convenção Novo Rumo, em Lisboa, 09 de outubro de 2014. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Lisboa, 21 nov 2019 (Lusa) -- O secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) defendeu hoje que as entidades reguladoras "não podem deixar de merecer" a atenção de todos, sobretudo para a defesa da liberdade e preservação da língua portuguesa.

"As entidades reguladoras não podem deixar de merecer a nossa atenção não apenas na defesa da liberdade, mas também na preservação da língua portuguesa, que é hoje uma língua comum", afirmou Vítor Ramalho, durante o VIII Encontro da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa (PER) que decorre em Lisboa.

Este responsável sublinhou também que as entidades reguladoras têm também um papel importante no que se refere fiscalização da liberdade, sobretudo, após o surgimento das redes sociais.

Por sua vez, o presidente da plataforma PER e da Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana, Adelino Marques de Almeida, defendeu que existe uma diferença entre 'fake news' (desinformação) e fraude informativa, visível, nomeadamente, através do contexto da informação.

"Nas 'fake news' a falta de veracidade pode ser deduzida pelo contexto, já na fraude informativa a adulteração da verdade tem mais espessura superando o contexto e base histórica", defendeu.

As notícias falsas, comummente conhecidas por 'fake news', desinformação ou informação propositadamente falsificada com fins políticos ou outros, ganharam importância, por exemplo, nas presidenciais dos EUA que ditaram a eleição de Donald Trump ou no referendo sobre o 'Brexit no Reino Unido.

 

Pedro Emídio