Maioria dos norte-americanos culpa políticos por desinformação

epa05740119 A young woman holds the US flag on her shoulders at the Ellipse near the White House as people gathered there for the Women's March and rally to protest President Donald J. Trump the day after he was sworn in as the 45th President of the United States, in Washington, DC, USA, 21 January 2017. Protest rallies were held in over 30 countries around the world in solidarity with the Women's March on Washington in defense of press freedom, women's and human rights following the official inauguration on 20 January of Donald J. Trump as the 45th President of the United States of America in Washington, USA.  EPA/MICHAEL REYNOLDS

Nova Iorque, 05 jun 2019 (Lusa) -- Metade dos adultos norte-americanos considera as notícias falsas ('fake news') um problema sério, responsabilizando essencialmente os políticos, mas sem ilibar de culpas os jornalistas, segundo um relatório do Centro de Pesquisa Pew.

O relatório diz que a maioria dos norte-americanos acredita que os jornalistas têm a responsabilidade de corrigir a desinformação que circula no sistema mediático, mas atribuem aos políticos e aos ativistas a maior fatia de culpas, na questão das 'fake news'.

O estudo do Centro de Pesquisa Pew hoje divulgado diz que as pessoas que acedem à informação através das redes sociais digitais são mais vulneráveis às notícias falsas do que aquelas que a recebem através dos média tradicionais (jornais, revistas, rádios e TVs).

Cerca de 60% dos norte-americanos que consomem notícias pelas redes sociais dizem já ter partilhado 'fake news'.

Dois terços dos norte-americanos diz já ter sido sujeito a imagens e vídeos adulterados, mas reconhece ter dificuldade em detetar as formas de manipulação mais complexas.

A pesquisa constata ainda que a filiação política dos utilizadores é um fator relevante na perceção sobre as notícias falsas: Os Republicanos são mais propensos do que os Democratas a detetarem o que consideram ser notícias falsas e também a culparem os jornalistas pela desinformação.

O relatório de 72 páginas, construído a partir de uma pesquisa junto de seis mil norte-americanos, entre 19 de fevereiro e 04 de março, conclui que a maioria dos inquiridos aponta as 'fake news' como um problema muito sério e que deve ser atacado com urgência.

A maioria dos inquiridos (cerca de 56%) pensa, contudo, que esta questão se agravará nos próximos cinco anos.

 

Ricardo Jorge Pinto