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Lídia Jorge: “Há muitas ‘fake news’ porque as pessoas não leem literatura”

epa06689990 Portuguese writer Lidia Jorge speaks during an interview with Efe International news agency in Bogota, Colombia, 23 April 2018 (issued 24 April 2018). Jorge spoke about war, society and the role of writers in keeping historical memory.  EPA/Mauricio Duenas Castaneda

Santander, Espanha, 05 jul (Lusa) - A escritora portuguesa Lídia Jorge defende o papel da literatura para ajudar a distinguir a realidade da ficção, afirmando que se hoje há muitas 'fake news' é porque as pessoas não leem literatura.
"Há muitas 'fake news' porque as pessoas não leem literatura", lamentou a autora de “A Costa dos Murmúrios”, que está em Santander, Espanha, para participar num encontro literário organizado pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo (UIMP).
Num encontro com jornalistas, a escritora defendeu o papel da literatura na separação entre "fantasia e realidade" face às 'fake news', que, disse, tentam "criar ficção na realidade".
Os líderes políticos, como o antigo Presidente dos EUA, Donald Trump, "mentem permanentemente porque não sabem ficcionar", disse.
Lídia Jorge falou também sobre as diferenças entre os escritores portugueses e espanhóis, considerando a escrita portuguesa "mais serena e lenta" e a escrita espanhola "mais exterior e extrovertida".
Relativamente a Espanha, rejeitou a conceção do filósofo José Ortega y Gasset e a "Espanha invertebrada".
"A Espanha tem várias vértebras", afirmou.
E defendeu uma literatura que fale de raízes, algo que não vê nas novas gerações de escritores, porque, na sua leitura, “a nova geração é de viajantes".

 

NS // MAG

Lusa/fim