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Malta celebra sábado eleições antecipadas entre suspeitas de corrupção

Roma, 02 jun (Lusa) -- A ilha de Malta celebra no sábado eleições antecipadas por decisão do primeiro-ministro socialista Joseph Muscat, abrangido por um escândalo de corrupção relacionado com os designados "Papéis do Panamá", a fuga aos impostos em paraísos fiscais.


As eleições, que apenas deveriam decorrer em março de 2018, revelam a intenção de Muscat de recuperar o apoio da população e evitar instabilidade política, após a sua mulher Michelle ter surgido em abril nos "Papéis do Panamá" como proprietária de uma empresa fantasma.


As últimas sondagens davam uma vantagem de mais de quatro pontos percentuais ao Partido Trabalhista (41,1%) face ao Partido Nacionalista (66,9%), com 22% dos eleitores indecisos.


O pequeno território insular situado centro do Mediterrâneo, entre a Europa e África, e com 423.000 habitantes, é Estado-membro da União Europeia (UE) desde maio de 2004.


Atualmente assume a presidência rotativa do Conselho europeu, mas há alguns meses foi apontada pela rede mediática European Investigative Collaborations (EIC) como refúgio para supostas práticas de fraude e evasão fiscal.


Em maio, esta rede divulgou os "Papéis de Malta", onde definia a pequena ilha como um paraíso desconhecido da "evasão fiscal e da corrupção".


Numa reação quase imediata, a Comissão Europeia, em Bruxelas, disse pretender mais informações sobre esta suposta prática que, a confirmar-se, seria "preocupante".


Perante a ofensiva da oposição interna, Muscat apresentou um programa de governo que inclui uma significativa redução de impostos, aumento das pensões e incentivos ao investimento privado.


No programa do Partido Trabalhista está ainda incluída a renovação das estradas de Malta e de Gozo (a segunda maior ilha do arquipélago) e a permissão para que os trabalhadores gozem os feriados que coincidem com os fins de semana.



PCR // FPA


Lusa/Fim