OMS trabalha com a Google para travar informações falsas sobre o surto de vírus

epa05139846 (FILE) A file photo dated 18 October 2013 showing a view of the Google offices in New York, New York, USA. Alphabet, the parent company of internet giant Google, surpassed Apple as the world's most valuable company 01 February 2016, when investors snapped up stock after the company reported fourth-quarter earnings of nearly 5 billion dollars. The net earnings - 4.9 billion dollars to be precise - were an increase from 4.7 billion the year before. Revenue rose 18 per cent year-on-year to 21.3 billion dollars. Daniel Saurenz, an analyst with Feingold Research, said the news beat even the most ambitious expectations. The news sent the company's shares skyrocketing. In after-hours trading, Alphabet shares shot up as much as 8 per cent, boosting the company's market value as high as 570 billion dollars, rivalling Apple's current value of 533 billion.  EPA/JUSTIN LANE

Redação, 03 fev 2020 (Lusa) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer travar as informações falsas sobre o surto do novo coronavírus e está a trabalhar com a Google para tentar garantir destaque a informações factuais e fidedignas.
Na abertura da 146.ª sessão do conselho executivo da OMS, o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus garantiu que vai “lutar contra a disseminação de rumores e de desinformação” em relação ao surto do coronavírus que surgiu na China e que causa pneumonias virais.
“Trabalhámos com a Google para tentar garantir que as pessoas que procuram informação sobre o coronavírus vejam as informações da OMS nos seus resultados de pesquisa”, adiantou.
O responsável máximo da OMS indicou ainda que plataformas e redes sociais como Twitter, Facebook e Tiktok também tomaram medidas para “limitar a disseminação da desinformação".
No seu boletim diário sobre a nova epidemia por coronavírus, que já foi declarada emergência de saúde pública internacional, a OMS indicava no domingo que o surto está a ser rodeado por informação falsa ou imprecisa.
Equipas da OMS estão a trabalhar “24 horas por dia para identificar rumores mais comuns sobre o novo coronavírus”, como publicação de falsos conselhos na internet associados a substâncias, tratamentos ou fármacos que devem ser tomados.
Na sua página do Facebook, por exemplo, a OMS tem publicado diariamente factos e desmistificações sobre o coronavírus.
Na sexta-feira, por exemplo, avisou que as vacinas contra a pneumonia atualmente existentes não protegem contra o novo coronavírus detetado na China e que o novo vírus ainda precisa da sua própria vacina, que ainda não existe.
A OMS também já avisou para a falta de medicamentos específicos para combate à doença.
A China elevou hoje para 362 mortos e mais de 17 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado pelo coronavírus 2019-nCoV detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.
Em Portugal, as análises preliminares efetuadas às 20 pessoas repatriadas, que chegaram a Lisboa no domingo, tiveram resultados negativos.
Os 18 portugueses e duas brasileiras vão permanecer em isolamento profilático durante 14 dias em instalações dedicadas para o efeito no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte) e no Parque da Saúde de Lisboa.

 

Ana Rute Peixinho