Portugueses entre os menos preocupados com impacto de ‘fake news’ nas eleições europeias

Bruxelas, 26 nov 2018 (Lusa) - Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) menos preocupado com o impacto que a divulgação de informações erradas ou enganosas na internet possa ter no resultado das eleições europeias, segundo um Eurobarómetro hoje publicado.

De acordo com um inquérito divulgado em Bruxelas pela Comissão Europeia, subordinado ao tema "Democracia e Eleições", apenas 57% dos portugueses inquiridos assumiu estar preocupado com a influência das chamadas 'fake news' no desfecho das eleições europeias de maio de 2019.

Esta é a segunda percentagem mais baixa entre os Estados-Membros, atrás apenas de Estónia (56%), ficando muito distante da média europeia, que é de 73%.

O estudo expõe ainda que Portugal também é um dos países da UE em que a percentagem de cidadãos que teme a possibilidade de que intervenientes externos e grupos criminosos influenciem as próximas eleições europeias é mais baixa.

Só 44% dos portugueses inquiridos disse estar preocupado com a hipótese de que intervenientes externos e grupos criminosos influenciem o resultado das europeias do próximo ano.

Neste parâmetro, Portugal é batido novamente pela Estónia (35%) e também por Malta (43%) e fica novamente longe da média europeia de 59%.

O Eurobarómetro, que deixa evidente que os cidadãos se preocupam com interferências nas próximas eleições europeias, indica ainda que 47% dos portugueses teme que as eleições possam ser manipuladas através de ciberataques, a mesma percentagem que exclui essa possibilidade.

Portugal é mesmo um dos sete Estados-membros em que a maioria dos inquiridos não teme eventuais impactos de ciberataques na eleição dos eurodeputados em maio de 2019. A média europeia fixa-se nos 61%.

Em suma, só 43% dos portugueses acredita que o resultado das europeias possa ser manipulado, contra 56% de todos os inquiridos.

O inquérito Eurobarómetro sobre a democracia e as eleições foi realizado através de 27.474 consultas diretas em casa dos inquiridos, nos 28 Estados-membros, entre 08 e 26 de setembro.

AMG // ZO

Lusa/fim